18 de abril de 2008

HORIZONTE


As pupilas novamente se abrem, cansadas
Admiram a paisagem - bonita paisagem interior.
O corpo caído ergue-se em esperança - não é criança,
Mas chora (de alegria), e ora, e cresce.

O mar - admirável cúmplice - perpetua o firmamento;
O momento é intenso, o beijo denso e o sorriso pleno;
Não há juras, nem promessas - apenas sentimento,
Que completo por si só, já acalenta, completa e supre.

Sete dias de amor! Tudo ainda exala primavera...
Quem dera, meu deus, quem dera?! Quero tudo assim!
E que a vida enfim sorria esse meu sorrir feliz.

Só quero um ciclo de uma semana de amor
Não sei se sou, nem se vou, nem se faço...
Estou laçado, confesso: laçado. Estou ar limitado sem recato.

O horizonte é minha cura na candura dos teus olhos tão sinceros.

(Max da Fonseca, à Renata Rangel.)

Um comentário:

Escultora de Delírios disse...

extremamente suave.. gostei mto.
mas, senti uma leve repetição.. vc tá querendo afirmar algo pra vc mesmo?


A Xícara está de pé!