18 de junho de 2008

SEM ASAS: PASSOS CURTOS


No banco da praça sentamos. Eu e minha saudade.
Jogamos milhos aos pombos - rotos - sem noção
Vivem a mendigar migalhas batidas pelo chão.
Eu voaria se tivesse suas asas... Ah, liberdade.

Hoje que todas as dores do mundo são minhas
E que todas as esperanças voaram pelos ares,
Vim sentar na praça. Não vou chorar minhas desgraças,
Nem gritar meus ais. Negarei os bares.
Eu só quero um café quente com migalhas dos pombais.

Eu quero, em um mar de tesão, me afogar, e morrer,
E inchar. Só queria viver os sonhos antigos.
Rever os velhos amigos. Brindar à boemia! Gozar!
Tristeza... Eu quero poesia. Eu só quero poesia!

Levantamos compassados e partimos, caídos, antigos... a passos curtos.

(Max da Fonseca)

6 comentários:

Escultora de Delírios disse...

é uma linda poesia.. mas não senti linearidade.. era isso que vc quis passar?
perfeita a frase final. otima sincronia com o proposito, entendido por mim, da poesia.
=*

Max da Fonseca, disse...

Caminhos tortos, ainda assim, são caminhos.

Thiers R> disse...

'...E que todas as esperanças voaram pelos ares,
Vim sentar na praça...'


Tão cotidiano, tão tão, tão dentro de casa..
tão terra

Lia disse...

Tristeza... Eu quero poesia. Eu só quero poesia!

Levantamos compassados e partimos, caídos, antigos... a passos curtos

Como eu já te disse... muuuuuuuuuuuito fofo!!!

hehehehehehe^^

Beijocas :*

Andrea disse...

Tristeza... Eu quero poesia. Eu só quero poesia!

Levantamos compassados e partimos, caídos, antigos... a passos curtos.

Não tenho mais o que falar, Te admiro demais =**

Andrea disse...
Este comentário foi removido pelo autor.

A Xícara está de pé!